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metadata.dc.type: Dissertação
Título : Enfermagem obstétrica: estudo exploratório sobre o cenário do Distrito Federal - Brasil
metadata.dc.creator: França, Kátia Guerreiro de
metadata.dc.contributor.advisor1: Costa, Ana Maria
metadata.dc.contributor.referee1: Costa, Ana Maria
metadata.dc.contributor.referee2: Gottems, Leila Bernarda Donato
metadata.dc.contributor.referee3: Rattner, Daphne
metadata.dc.contributor.referee4: Amorim, Fábio Ferreira
metadata.dc.description.resumo: Introdução: A Enfermagem obstétrica consolidou-se como pilar da humanização, desempenhando papel crucial na desmedicalização da assistência ao parto. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal incorporou a especialidade por meio de concurso em 2018, mas a inserção das profissionais na Secretaria de Estado de Saúde foi impactada pela pandemia de Covid-19. O monitoramento contínuo dessa força de trabalho, de sua produção assistencial e de suas condições laborais é necessário para avaliar a efetividade do modelo adotado na rede de saúde pública. Objetivo: Analisar o cenário de atuação da enfermagem obstétrica no Sistema Único de Saúde do Distrito Federal, considerando a produção assistencial dos partos assistidos por enfermeiras obstetras, a distribuição dessa força de trabalho na rede e o perfil, a inserção e as condições de trabalho destas profissionais. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, analítico e descritivo composto por três componentes distintos e complementares. O Componente Assistencial utilizou dados secundários da Gerência de Enfermagem Obstétrica e Neonatal para analisar a produção de partos assistidos por enfermeiras obstetras, procedimentos, boas práticas e desfechos obstétrico-neonatais ocorridos no período de 2022 a 2025. O Componente relacionado a Força de Trabalho caracterizou o quantitativo, a lotação e a carga horária das enfermeiras obstetras, a partir de dados secundários extraídos do Portal da Transparência do Governo do Distrito Federal em janeiro de 2026. O terceiro componente consistiu em um inquérito, realizado por meio de questionário online autoaplicável (via plataforma REDCap®) entre janeiro e março de 2026. Este inquérito levantou dados primários de 121 enfermeiras obstetras concursadas, informações acerca do perfil sociodemográfico, saúde, vivências, satisfação com o trabalho, colaboração interprofissional e a intenção de abandonar a especialidade. A análise estatística incluiu testes de associação e modelo de regressão logística multivariada (p < 0,05). Resultados: No aspecto assistencial (2022-2025), as enfermeiras obstetras assistiram 39,8% dos partos vaginais da rede (n = 22.142). A assistência demonstra respeito à fisiologia, através de baixas taxas de episiotomia (0,5%), adoção de posições verticalizadas (58,9%) e contato pele a pele (81,9%). Sobre a força de trabalho, o sistema registrou 172 enfermeiras obstetras, porém com distribuição heterogênea: 36,7% estavam lotadas fora dos Centros Obstétricos ou do Centro de Parto Normal, gerando inadequação de dimensionamento. O inquérito (n = 121) revelou um perfil predominantemente feminino (95,8%), jovem (mediana de 36 anos) e especializado. Constatou-se vulnerabilidade ocupacional dentre as participantes: 57% necessitaram de atestado médico no último ano, 32,2% fazem uso de antidepressivos/ansiolíticos, 86% relataram conflitos com a equipe e 74,4% viveram situações de violência. A avaliação da colaboração interprofissional revelou fragilidades: questionadas sobre a existência de uma relação colaborativa entre enfermeiras e médicos obstetras, a pontuação mediana das profissionais na escala de Likert correspondeu a apenas "neutro/às vezes". Preocupantemente, 63,6% consideraram deixar a especialidade. Na regressão logística multivariada, o Escore de Satisfação no trabalho atuou como fator de proteção estatisticamente significativo contra o desejo de abandonar a profissão (OR = 0,963; IC 95%: 0,941–0,986; p = 0,002). Conclusões: A inserção das enfermeiras obstetras é um fator que contribui para a qualificação da assistência ao parto no DF, proporcionando a aplicação das boas práticas mesmo diante de fragilidades estruturais. Contudo, a categoria enfrenta distribuição heterogênea, sobrecarga e um ambiente laboral com conflitos e adoecimento psíquico. Faz-se necessário redimensionamento da força de trabalho, implementação de políticas de educação permanente e de proteção à saúde mental, além do fortalecimento de processos colaborativos e expansão dos Centros de Parto Normal, com intuito de garantir a manutenção destas especialistas na rede e a qualidade no cuidado materno-infantil.
Resumen : Introduction: Obstetric nursing has consolidated itself as a pillar of humanization, playing a crucial role in the demedicalization of childbirth care. The Health Secretariat of the Federal District incorporated the specialty through a public civil service examination in 2018, but the insertion of these professionals into the State Health Secretariat was impacted by the COVID-19 pandemic. Continuous monitoring of this workforce, its care production, and its working conditions is necessary to evaluate the effectiveness of the model adopted in the public healthcare network. Objective: To analyze the scenario of obstetric nursing practice within the Unified Health System of the Federal District, considering the care production of births assisted by obstetric nurses, the distribution of this workforce across the network, as well as the profile, insertion, and working conditions of these professionals. Methods: This is a quantitative, analytical, and descriptive study comprising three distinct and complementary components. The Care Component utilized secondary data from the Management of Obstetric and Neonatal Nursing to analyze the production of births assisted by obstetric nurses, procedures, best practices, and obstetric-neonatal outcomes that occurred between 2022 and 2025. The Workforce Component characterized the quantity, allocation, and workload of obstetric nurses, based on secondary data extracted from the Federal District Government's Transparency Portal in January 2026. The third component consisted of a survey, conducted via a self-administered online questionnaire (using the REDCap® platform) between January and March 2026. This survey collected primary data from 121 tenured obstetric nurses, including information on sociodemographic profile, health, lived experiences, job satisfaction, interprofessional collaboration, and the intention to leave the specialty. Statistical analysis included association tests and a multivariate logistic regression model (p < 0.05). Results: Regarding care aspects (2022-2025), obstetric nurses assisted 39.8% of vaginal births in the network (n = 22,142). The care provided demonstrates respect for physiology, indicated by low episiotomy rates (0.5%), the adoption of upright positions (58.9%), and skin-to-skin contact (81.9%). Regarding the workforce, the system registered 172 obstetric nurses, but with a heterogeneous distribution: 36.7% were allocated outside Obstetric Centers or Normal Birth Centers, leading to inadequate staffing. The survey (n = 121) revealed a predominantly female (95.8%), young (median age 36 years), and specialized profile. Occupational vulnerability was found among participants: 57% required medical leave in the past year, 32.2% use antidepressants/anxiolytics, 86% reported conflicts with the team, and 74.4% experienced situations of violence. The evaluation of interprofessional collaboration revealed weaknesses: when asked about the existence of a collaborative relationship between obstetric nurses and obstetricians, the median score of professionals on the Likert scale corresponded to only "neutral/sometimes". Alarmingly, 63.6% considered leaving the specialty. In the multivariate logistic regression, the Job Satisfaction Score acted as a statistically significant protective factor against the desire to abandon the profession (OR = 0.963; 95% CI: 0.941–0.986; p = 0.002). Conclusions: The insertion of obstetric nurses is a contributing factor to the qualification of childbirth care in the Federal District, enabling the application of best practices even in the face of structural fragilities. However, the category faces heterogeneous distribution, overload, and a work environment characterized by conflicts and psychological distress. It is necessary to resize the workforce, implement policies for continuing education and mental health protection, as well as strengthen collaborative processes and expand Normal Birth Centers, with the aim of ensuring the retention of these specialists in the network and the quality of maternal and child care.
Palabras clave : Enfermagem obstetrícia
Assistência ao parto
Condições de trabalho
Saúde ocupacional
Saúde pública
metadata.dc.subject.cnpq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE
metadata.dc.language: por
metadata.dc.publisher.country: Brasil
Editorial : Escola Superior de Ciências da Saúde
Universidade do Distrito Federal
metadata.dc.publisher.initials: ESCS
metadata.dc.publisher.department: Gerência do Curso de Mestrado e Doutorado
metadata.dc.publisher.program: Programa de Pós-graduação em Mestrado Acadêmico em Ciências da Saúde
Citación : FRANÇA, K. G. Enfermagem obstétrica: estudo exploratório sobre o cenário do Distrito Federal – Brasil. 2026. 126 p. Dissertação (Mestrado - apresentado ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências para a Saúde), Escola Superior em Ciências da Saúde - ESCS, Universidade do Distrito Federal, Brasília, 2026.
metadata.dc.rights: Acesso Embargado
URI : https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1690
Fecha de publicación : 14-may-2026
Aparece en las colecciones: Programa Ciências da Saúde (MACS)

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