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https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1398
Tipo: | Dissertação |
Título: | Mortalidade materna: estudo comparado antes e durante a pandemia da Covid-19 no Distrito Federal |
Título(s) alternativo(s): | Maternal mortality: comparative study before and during the COVID- 19 pandemic in the Federal District |
Autor(es): | Barros, Cynthia Roberta Torres de |
Primeiro Orientador: | Costa , Ana Maria |
metadata.dc.contributor.referee1: | Amorim, Fábio Ferreira |
metadata.dc.contributor.referee2: | Peres, Lena Vânia Carneiro |
Resumo: | Introdução: A morte materna é, por definição, qualquer óbito que acontece durante a gestação, parto ou até 42 dias após o parto (puerpério), desde que decorrente de causa relacionada ou agravada pela gravidez. As mortes maternas são, em sua maioria, evitáveis, pois suas causas são passíveis de serem diagnosticadas e tratadas, impedindo desfechos desfavoráveis. A razão de mortalidade materna (RMM) é um indicador que permite, entre outras coisas, monitorar e estabelecer comparações seriadas desse fenômeno. O indicador Anos Potenciais de Vida Perdidos (APVP) estima a média de anos que uma pessoa teria vivido caso não tivesse morrido precocemente, como ocorre com os óbitos maternos situados no período reprodutivo das mulheres. O significado do APVP é de que quanto mais elevado é o indicador, pior é a situação da população em análise. As condições de vida de saúde de uma população, refletidas na RMM, torna o controle do óbito materno um desafio para o desenvolvimento dos países, sendo por isso um tema de extrema relevância para a saúde do DF e do país. Objetivos: Estudar os óbitos maternos no DF comparando os períodos pré-pandemia e durante a pandemia, descrevendo a sua distribuição regional e as suas causas básicas e construindo os indicadores de RMM e APVP para dimensionar a importância desses óbitos evitáveis de mulheres. Metodologia: Estudo de coorte de série temporal retrospectivo que incluiu todas as mulheres que foram a óbito no período gravídico-puerperal de janeiro de 2017 a dezembro de 2022. As mesmas foram divididas em dois grupos: de 2017 a 2019, período pré-pandemia e 2020 a 2022, período da pandemia. As variáveis estudadas incluíram as descritivas que permitiram caracterizar a distribuição regional dos óbitos, local de óbito por região de saúde e as características demográficas das vítimas, além das causas básicas descritas na Declaração de Óbito (DO). Foram construídos dois indicadores que permitem analisar a evolução do fenômeno e seus impactos sociais: a RMM e o indicador complexo APVP. Resultados: Foram avaliadas 134 mulheres que foram a óbitos no período gravídico-puerperal de 2017 a 2022, sendo dividido em 2 grupos: 53 óbitos ocorridos antes da pandemia (2017 a 2019) e 81 óbitos durante a pandemia (2020 a 2022). Não foram registradas diferenças estatísticas significativas entre os dois grupos avaliados em relação às características sociodemográficas, tais como: faixa etária entre 20 e 39 anos – idade média de 30,8 anos, raça parda, estado civil sem companheiros, puérperas de até 42 dias, moradoras das regiões administrativas do DF, sendo as de maior ocorrência de óbitos, as mais populosas, hospitalizadas na rede pública. A assistência médica prestada foi maior durante o período da pandemia, quando comparado ao período pré-pandemia. Em relação aos indicadores epidemiológicos, houve aumento da RMM em mais de 76% e dos APVP em 46%, o que representa a péssima qualidade de assistência a essas mulheres no nosso país. Conclusão: A COVID-19 teve impacto significativo na Razão de Mortalidade Materna durante a pandemia. Esse aumento repercutiu, de forma significativa, elevando os APVP em mulheres economicamente ativas. As variáveis sociodemográficas se mantiveram inalteradas entre os períodos. A assistência médica prestada durante a pandemia foi considerada maior, no entanto, esta análise avalia a assistência nos serviços hospitalares e não em todo o processo da gestação, pois houve mudanças de fluxo de atendimento às gestantes e suspensão das consultas de pré-natal, o que dificultou o acesso à saúde dessa população. O aumento dos indicadores epidemiológicos retrata a péssima assistência à saúde prestada a mulher no período gravídico-puerperal, não apenas assistencial, mas também das políticas públicas adotadas durante a pandemia. |
Abstract: | Introduction: Maternal death is, by definition, any death that occurs during pregnancy, childbirth or up to 42 days after childbirth (puerperium), as long as it is due to a cause related to or aggravated by pregnancy. Most maternal deaths are preventable, as their causes can be diagnosed and treated, preventing unfavorable outcomes. The maternal mortality ratio (MMR) is an indicator that allows, among other things, monitoring and establishing serial comparisons of this phenomenon. There is consensus regarding the importance of MMR in the evaluation of health care systems, as it is directly associated with the quality of health care for women during the pregnancy-puerperal cycle. The indicator Years of Potential Life Lost (YPLL) estimates the average number of years that a person would have lived if they had not died prematurely, as occurs with maternal deaths during women’s reproductive period. The meaning of the YPLL is that the higher it is, the worse the situation of the population under analysis. The health and living conditions of a population reflected in the MMR make controlling maternal deaths a challenge for the development of countries and for this reason, after the frustration of the lack of significant changes in the indicator included among the challenges of the Millennium Development Goals in 2015, it was once again included in the Sustainable Development Goals (SDGs) agreed upon by the WHO/UN. Thus, the SDGs once again challenge countries to reduce the MMR to less than 70 deaths of pregnant and postpartum women for every 100,000 live births. Objectives: To study maternal deaths in the Federal District by comparing the periods before and during the pandemic, describing their regional distribution and their underlying causes, and constructing the MMR and YPLL indicators to measure the importance of these preventable deaths of women. Methodology: Retrospective time-series cohort study that included 134 women who died between 2017 and 2022, divided into 2 groups: 53 deaths that occurred before the pandemic (2017 to 2019) and 81 deaths during the pandemic (2020 to 2022). The variables studied included descriptive variables that allowed characterizing the regional distribution of deaths, place of death by health region, and the demographic characteristics of the victims in addition to the underlying causes described in the death certificate. Two indicators were constructed to analyze the evolution of the phenomenon and its social impacts: the MMR and the complex YPLL indicator. Results: The groups were homogeneous for the parameters evaluated, and no significant differences were recorded when comparing the sociodemographic characteristics of the groups. Medical care provided was greater during the pandemic period when compared to the pre-pandemic period. Regarding epidemiological indicators, there was an increase in MMR and YPLL. Conclusion: COVID-19 had a major impact on the Maternal Mortality Ratio during the pandemic. This increase had a significant impact, increasing YPLL in economically active women. The sociodemographic variables remained unchanged between the periods, with women of reproductive age (30-39 years), brown skin color, without partners, in the postpartum period and living in satellite cities of the Federal District being the most affected. The medical care provided during the pandemic was considered to be greater; however, this analysis assesses care in hospital services and not throughout the entire pregnancy process, as we know that there were changes in the flow of care for pregnant women and suspension of prenatal consultations, which made access to health care difficult for this population. The increase in epidemiological indices reflects the poor health care provided to women during the pregnancy-puerperal period, not only in terms of care, but also in terms of the public policies adopted, which culminated in the tragedy. |
Palavras-chave: | Morte materna Razão da mortalidade materna Gestação Pandemia |
CNPq: | CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE |
Idioma: | por |
País: | Brasil |
Editor: | Escola Superior de Ciências da Saúde |
Sigla da Instituição: | ESCS |
Departamento: | Coordenação do Curso de Medicina |
metadata.dc.publisher.program: | Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências para a Saúde |
Citação: | BARROS, C. R.T. Mortalidade materna: estudo comparado antes e durante a pandemia de COVID-19 no Distrito Federal. 2024. 58 p. Dissertação (Mestrado - apresentado ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências para a Saúde), Escola Superior em Ciências da Saúde - ESCS, Brasília, 2024. |
Tipo de Acesso: | Acesso Embargado |
URI: | https://repositoriobce.fepecs.edu.br/handle/123456789/1398 |
Data do documento: | 17-dez-2024 |
Aparece nas coleções: | Programa Ciências da Saúde (MACS) |
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